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PROMETHEUS – A TRAGÉDIA DO FOGO

Tendo estreado no TUSP – Teatro da Universidade de São Paulo – em outubro de 2011, Prometheus – a tragédia do fogo resultou de uma longa pesquisa artística que envolveu atores, diretora, dramaturgo, cenógrafo, figurinistas, músico e iluminador, além de outros parceiros e convidados.

Prometheus – a tragédia do fogo foi, desde o início, designado como um espetáculo-protótipo (protótipo: original, arquétipo, matriz, modelo, molde, primeiro tipo criado). Para a Cia., realizar um espetáculo-protótipo implicava a tarefa de não apenas criar um espetáculo mas tomá-lo, o espetáculo em si mesmo, como o seu objeto de pesquisa. De abril de 2010 a junho de 2011, o espetáculo-protótipo (nomeado provisoriamente Prometheus Nostos), em suas diferentes versões, percorreu cidades do interior do estado de São Paulo e visitou as sedes de sete coletivos teatrais que atuam em diversas regiões da cidade de São Paulo: Grupo XIX de Teatro, Cia. Antropofágica, Companhia Os Fofos Encenam, Brava Companhia de Teatro, Grupo Pombas Urbanas, Companhia Paidéia de Teatro e Grupo Dolores Boca Aberta Mecatrônica de Artes.

Prometheus – a tragédia do fogo foi criado em um processo itinerante e, durante um ano e meio, a encenação e todos os elementos que a compõem – como a dramaturgia, o cenário, os figurinos, a iluminação, a realização dos atores, etc. – foram construídos e reconstruídos a partir do contato com os diversos espaços ocupados e pela fricção que se estabelecia entre a escritura cênica e os espaços visitados.

A partir de julho de 2011, o espetáculo assumiu um formato final, depurado nas inúmeras experimentações realizadas ao longo do seu processo de construção – ainda que permanecendo suscetível a adaptações e reelaborações a partir dos novos espaços e públicos a serem encontrados.