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ZÁPAD – A TRAGÉDIA DO PODER

Západ – A Tragédia do Poder dialoga com as pesquisas iniciadas nos espetáculos anteriores e encerra um ciclo temático. Trata da clausura humana nas relações de (e com o) poder, colocando em contracena os territórios feminino e masculino, delineados em Sacromaquia e Tauromaquia.

Západ (Ocidente, em russo) teve como mote histórico a correspondência trocada por Ivan, o Temível, e Elizabeth I, a Virgem, durante os anos de seus reinados. Essas cartas não foram material concreto no processo de criação – não se teve acesso a elas –  mas acionaram, pela sua simples existência e potência simbólica, infinitas possibilidades de relações entre os dois sistemas de poder.

O projeto gerou um espetáculo, dividido em três partes, cada qual abordando um momento da trajetória ficcional de Ivan e Elisabeth – a juventude, a idade adulta e a maturidade. O primeiro movimento, De Neve e Neblina, com dramaturgia de Alexandre Toller; o segundo movimento, A Peleja de Ivan, o Temível, Czar da Rússia e Elisabeth I, Isabel para os íntimos, Monarca Virgem da Inglaterra. O Duelo do Século, do Milênio, de toda a eternidade, com dramaturgia de Newton Moreno; e o terceiro movimento, Dies Irae, com dramaturgia de Luis Alberto de Abreu.